Tendencialmente, por motivos de força maior, a biomassa florestal tem vindo a ser cada vez mais introduzida nos processos de produção de pellets. Este facto, se por um lado tem benefícios económicos, por outro acarreta consigo uma série de problemas adicionais no processo e ao produto final.
Com a sua introdução no processo, o desgaste das ferramentas (martelos, fieiras e rolos) incrementa significativamente e a qualidade dos pellets degradam-se com o aumento do teor de cinza. Estes factos para além de aumentarem os custos de produção fazem baixar o valor do produto final e consequentemente o benefício da introdução da biomassa florestal no processo.
Por outro lado, um dos problemas bem patente em qualquer produção de pellets é o elevado consumo energético do processo. Este facto obriga muitas vezes os produtores de pellets a realizarem esforços acrescidos na procura da redução da fatura da energia.
Perante estes factos a WOOD FIRST LDA tem vindo a implementar com sucesso, algumas alterações simples no layout e separação de partículas (crivagem) nas instalações existentes de produção de pellets, por forma a reduzir o valor da fatura energética e dos consumíveis, aumentando simultaneamente a produção e a qualidade dos pellets.
Num fluxo normal de produção de pellets, depois do secador, o produto apresenta uma distribuição de partículas vaiável em função da procedência do produto e do processo, e inconstante em função das variações do processo e da matéria- prima. Como exemplo real selecionamos a seguinte distribuição:

Como se pode verificar, pela distribuição apresentada, existem cerca de 5% das partículas com tamanho reduzido <0.75mm nas quais estão inseridas a grande maioria das areias provenientes da biomassa florestal, ou por qualquer outra forma introduzidas na matéria- prima do processo. Por outro lado os 35% das partículas de tamanho 0,75 <x> 3mm possuem tamanho correcto para serem directamente granuladas. Sobram 60% das partículas cuja dimensão são x> 3mm, as quais devem passar pelo processo de moagem.
Facilmente imaginamos os benefícios obtidos com a segregação de cada uma das fracções, com o reencaminhamento para o processo correctamente.

A WOOD FIRST LDA com um processo de crivagem com sistemas de autolimpeza que introduziu em alguns processos de produção já em funcionamento,obteve resultados excelentes em destaque:
-Incremento significativo da qualidade dos Pellets segregando cerca de 5% do produto. É óbvio que estes 5% de produto segregados são utilizados de forma rentável ou no processo gerador de energia calorífica ou comercializado como subproduto.
-O consumo energético dos moinhos de martelos de seco, baixou significativamente e consequentemente reduziu os custos energéticos do processo. Por outro lado, a capacidade dos referidos moinhos fica disponível permitindo colmatar eventuais lacunas do projecto quando estes estão subdimensionados.
-O desgaste dos martelos é significativamente reduzido uma vez que para a mesma produção o trabalho destes é menor. Por outro lado o teor de inertes é menor e consequentemente o desgaste acompanha proporcionalmente.
-A durabilidade das fieiras e dos rolos das granuladoras aumenta significativamente devido ao baixo teor de inertes no produto a processar.
-A qualidade dos Pellets é melhorada pela redução do teor de cinzas resultante no processo de queima.
Procuramos sempre a melhoria do processo, em prol do incremento do benefício.
Virgílio Pereira